Presidência da República |
LEI Nº 11.689, DE 9 DE JUNHO DE 2008.
Altera dispositivos do Decreto-Lei 3.689, de 3 de outubro de 1941 – Código de Processo Penal, relativos ao Tribunal do Júri, e dá outras providências. |
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o O Capítulo II do Título I do Livro II do Decreto-Lei 3.689, de 3 de outubro de 1941 – Código de Processo Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:
“CAPÍTULO II
DO PROCEDIMENTO RELATIVO AOS PROCESSOS DA COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRISeção I
Da Acusação e da Instrução Preliminar‘Art. 406. O juiz, ao receber a denúncia ou a queixa, ordenará a citação do acusado para responder a acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.
§ 1o O prazo previsto no caput deste artigo será contado a partir do efetivo cumprimento do mandado ou do comparecimento, em juízo, do acusado ou de defensor constituído, no caso de citação inválida ou por edital.
§ 2o A acusação deverá arrolar testemunhas, até o máximo de 8 (oito), na denúncia ou na queixa.
§ 3o Na resposta, o acusado poderá argüir preliminares e alegar tudo que interesse a sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, até o máximo de 8 (oito), qualificando-as e requerendo sua intimação, quando necessário.’ (NR)
‘Art. 407. As exceções serão processadas em apartado, nos termos dos arts. 95 a 112 deste Código.’ (NR)
‘Art. 408. Não apresentada a resposta no prazo legal, o juiz nomeará defensor para oferecê-la em até 10 (dez) dias, concedendo-lhe vista dos autos.’ (NR)
‘Art. 409. Apresentada a defesa, o juiz ouvirá o Ministério Público ou o querelante sobre preliminares e documentos, em 5 (cinco) dias.’ (NR)
‘Art. 410. O juiz determinará a inquirição das testemunhas e a realização das diligências requeridas pelas partes, no prazo máximo de 10 (dez) dias.’ (NR)
‘Art. 411. Na audiência de instrução, proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido, se possível, à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, nesta ordem, bem como aos esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado e procedendo-se o debate.
§ 1o Os esclarecimentos dos peritos dependerão de prévio requerimento e de deferimento pelo juiz.
§ 2o As provas serão produzidas em uma só audiência, podendo o juiz indeferir as consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias.
§ 3o Encerrada a instrução probatória, observar-se-á, se for o caso, o disposto no art. 384 deste Código.
§ 4o As alegações serão orais, concedendo-se a palavra, respectivamente, à acusação e à defesa, pelo prazo de 20 (vinte) minutos, prorrogáveis por mais 10 (dez).
§ 5o Havendo mais de 1 (um) acusado, o tempo previsto para a acusação e a defesa de cada um deles será individual.
§ 6o Ao assistente do Ministério Público, após a manifestação deste, serão concedidos 10 (dez) minutos, prorrogando-se por igual período o tempo de manifestação da defesa.
§ 7o Nenhum ato será adiado, salvo quando imprescindível à prova faltante, determinando o juiz a condução coercitiva de quem deva comparecer.
§ 8o A testemunha que comparecer será inquirida, independentemente da suspensão da audiência, observada em qualquer caso a ordem estabelecida no caput deste artigo.
§ 9o Encerrados os debates, o juiz proferirá a sua decisão, ou o fará em 10 (dez) dias, ordenando que os autos para isso lhe sejam conclusos.’ (NR)
‘Art. 412. O procedimento será concluído no prazo máximo de 90 (noventa) dias.’ (NR)
Seção II
Da Pronúncia, da Impronúncia e da Absolvição Sumária‘Art. 413. O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação.
§ 1o A fundamentação da pronúncia limitar-se-á à indicação da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, devendo o juiz declarar o dispositivo legal em que julgar incurso o acusado e especificar as circunstâncias qualificadoras e as causas de aumento de pena.
§ 2o Se o crime for afiançável, o juiz arbitrará o valor da fiança para a concessão ou manutenção da liberdade provisória.
§ 3o O juiz decidirá, motivadamente, no caso de manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código.’ (NR)
‘Art. 414. Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, o juiz, fundamentadamente, impronunciará o acusado.
Parágrafo único. Enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade, poderá ser formulada nova denúncia ou queixa se houver prova nova.’ (NR)
‘Art. 415. O juiz, fundamentadamente, absolverá desde logo o acusado, quando:
I – provada a inexistência do fato;
II – provado não ser ele autor ou partícipe do fato;
III – o fato não constituir infração penal;
IV – demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime.
Parágrafo único. Não se aplica o disposto no inciso IV do caput deste artigo ao caso de inimputabilidade prevista no caput do art. 26 do Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, salvo quando esta for a única tese defensiva.’ (NR)
‘Art. 416. Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá apelação.’ (NR)
‘Art. 417. Se houver indícios de autoria ou de participação de outras pessoas não incluídas na acusação, o juiz, ao pronunciar ou impronunciar o acusado, determinará o retorno dos autos ao Ministério Público, por 15 (quinze) dias, aplicável, no que couber, o art. 80 deste Código.’ (NR)
‘Art. 418. O juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusação, embora o acusado fique sujeito a pena mais grave.’ (NR)
‘Art. 419. Quando o juiz se convencer, em discordância com a acusação, da existência de crime diverso dos referidos no § 1o do art. 74 deste Código e não for competente para o julgamento, remeterá os autos ao juiz que o seja.
Parágrafo único. Remetidos os autos do processo a outro juiz, à disposição deste ficará o acusado preso.’ (NR)
‘Art. 420. A intimação da decisão de pronúncia será feita:
I – pessoalmente ao acusado, ao defensor nomeado e ao Ministério Público;
II – ao defensor constituído, ao querelante e ao assistente do Ministério Público, na forma do disposto no § 1o do art. 370 deste Código.
Parágrafo único. Será intimado por edital o acusado solto que não for encontrado.’ (NR)
‘Art. 421. Preclusa a decisão de pronúncia, os autos serão encaminhados ao juiz presidente do Tribunal do Júri.
§ 1o Ainda que preclusa a decisão de pronúncia, havendo circunstância superveniente que altere a classificação do crime, o juiz ordenará a remessa dos autos ao Ministério Público.
§ 2o Em seguida, os autos serão conclusos ao juiz para decisão.’ (NR)
Seção III
Da Preparação do Processo para Julgamento em Plenário‘Art. 422. Ao receber os autos, o presidente do Tribunal do Júri determinará a intimação do órgão do Ministério Público ou do querelante, no caso de queixa, e do defensor, para, no prazo de 5 (cinco) dias, apresentarem rol de testemunhas que irão depor em plenário, até o máximo de 5 (cinco), oportunidade em que poderão juntar documentos e requerer diligência.’ (NR)
‘Art. 423. Deliberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou exibidas no plenário do júri, e adotadas as providências devidas, o juiz presidente:
I – ordenará as diligências necessárias para sanar qualquer nulidade ou esclarecer fato que interesse ao julgamento da causa;
II – fará relatório sucinto do processo, determinando sua inclusão em pauta da reunião do Tribunal do Júri.’ (NR)
‘Art. 424. Quando a lei local de organização judiciária não atribuir ao presidente do Tribunal do Júri o preparo para julgamento, o juiz competente remeter-lhe-á os autos do processo preparado até 5 (cinco) dias antes do sorteio a que se refere o art. 433 deste Código.
Parágrafo único. Deverão ser remetidos, também, os processos preparados até o encerramento da reunião, para a realização de julgamento.’ (NR)
Seção IV
Do Alistamento dos Jurados‘Art. 425. Anualmente, serão alistados pelo presidente do Tribunal do Júri de 800 (oitocentos) a 1.500 (um mil e quinhentos) jurados nas comarcas de mais de 1.000.000 (um milhão) de habitantes, de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) nas comarcas de mais de 100.000 (cem mil) habitantes e de 80 (oitenta) a 400 (quatrocentos) nas comarcas de menor população.
§ 1o Nas comarcas onde for necessário, poderá ser aumentado o número de jurados e, ainda, organizada lista de suplentes, depositadas as cédulas em urna especial, com as cautelas mencionadas na parte final do § 3o do art. 426 deste Código.
§ 2o O juiz presidente requisitará às autoridades locais, associações de classe e de bairro, entidades associativas e culturais, instituições de ensino em geral, universidades, sindicatos, repartições públicas e outros núcleos comunitários a indicação de pessoas que reúnam as condições para exercer a função de jurado.’ (NR)
‘Art. 426. A lista geral dos jurados, com indicação das respectivas profissões, será publicada pela imprensa até o dia 10 de outubro de cada ano e divulgada em editais afixados à porta do Tribunal do Júri.
§ 1o A lista poderá ser alterada, de ofício ou mediante reclamação de qualquer do povo ao juiz presidente até o dia 10 de novembro, data de sua publicação definitiva.
§ 2o Juntamente com a lista, serão transcritos os arts. 436 a 446 deste Código.
§ 3o Os nomes e endereços dos alistados, em cartões iguais, após serem verificados na presença do Ministério Público, de advogado indicado pela Seção local da Ordem dos Advogados do Brasil e de defensor indicado pelas Defensorias Públicas competentes, permanecerão guardados em urna fechada a chave, sob a responsabilidade do juiz presidente.
§ 4o O jurado que tiver integrado o Conselho de Sentença nos 12 (doze) meses que antecederem à publicação da lista geral fica dela excluído.
§ 5o Anualmente, a lista geral de jurados será, obrigatoriamente, completada.’ (NR)
Seção V
Do Desaforamento‘Art. 427. Se o interesse da ordem pública o reclamar ou houver dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado, o Tribunal, a requerimento do Ministério Público, do assistente, do querelante ou do acusado ou mediante representação do juiz competente, poderá determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma região, onde não existam aqueles motivos, preferindo-se as mais próximas.
§ 1o O pedido de desaforamento será distribuído imediatamente e terá preferência de julgamento na Câmara ou Turma competente.
§ 2o Sendo relevantes os motivos alegados, o relator poderá determinar, fundamentadamente, a suspensão do julgamento pelo júri.
§ 3o Será ouvido o juiz presidente, quando a medida não tiver sido por ele solicitada.
§ 4o Na pendência de recurso contra a decisão de pronúncia ou quando efetivado o julgamento, não se admitirá o pedido de desaforamento, salvo, nesta última hipótese, quanto a fato ocorrido durante ou após a realização de julgamento anulado.’ (NR)
‘Art. 428. O desaforamento também poderá ser determinado, em razão do comprovado excesso de serviço, ouvidos o juiz presidente e a parte contrária, se o julgamento não puder ser realizado no prazo de 6 (seis) meses, contado do trânsito em julgado da decisão de pronúncia.
§ 1o Para a contagem do prazo referido neste artigo, não se computará o tempo de adiamentos, diligências ou incidentes de interesse da defesa.
§ 2o Não havendo excesso de serviço ou existência de processos aguardando julgamento em quantidade que ultrapasse a possibilidade de apreciação pelo Tribunal do Júri, nas reuniões periódicas previstas para o exercício, o acusado poderá requerer ao Tribunal que determine a imediata realização do julgamento.’ (NR)
Seção VI
Da Organização da Pauta‘Art. 429. Salvo motivo relevante que autorize alteração na ordem dos julgamentos, terão preferência:
I – os acusados presos;
II – dentre os acusados presos, aqueles que estiverem há mais tempo na prisão;
III – em igualdade de condições, os precedentemente pronunciados.
§ 1o Antes do dia designado para o primeiro julgamento da reunião periódica, será afixada na porta do edifício do Tribunal do Júri a lista dos processos a serem julgados, obedecida a ordem prevista no caput deste artigo.
§ 2o O juiz presidente reservará datas na mesma reunião periódica para a inclusão de processo que tiver o julgamento adiado.’ (NR)
‘Art. 430. O assistente somente será admitido se tiver requerido sua habilitação até 5 (cinco) dias antes da data da sessão na qual pretenda atuar.’ (NR)
‘Art. 431. Estando o processo em ordem, o juiz presidente mandará intimar as partes, o ofendido, se for possível, as testemunhas e os peritos, quando houver requerimento, para a sessão de instrução e julgamento, observando, no que couber, o disposto no art. 420 deste Código.’ (NR)
Seção VII
Do Sorteio e da Convocação dos Jurados‘Art. 432. Em seguida à organização da pauta, o juiz presidente determinará a intimação do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil e da Defensoria Pública para acompanharem, em dia e hora designados, o sorteio dos jurados que atuarão na reunião periódica.’ (NR)
‘Art. 433. O sorteio, presidido pelo juiz, far-se-á a portas abertas, cabendo-lhe retirar as cédulas até completar o número de 25 (vinte e cinco) jurados, para a reunião periódica ou extraordinária.
§ 1o O sorteio será realizado entre o 15o (décimo quinto) e o 10o (décimo) dia útil antecedente à instalação da reunião.
§ 2o A audiência de sorteio não será adiada pelo não comparecimento das partes.
§ 3o O jurado não sorteado poderá ter o seu nome novamente incluído para as reuniões futuras.’ (NR)
‘Art. 434. Os jurados sorteados serão convocados pelo correio ou por qualquer outro meio hábil para comparecer no dia e hora designados para a reunião, sob as penas da lei.
Parágrafo único. No mesmo expediente de convocação serão transcritos os arts. 436 a 446 deste Código.’ (NR)
‘Art. 435. Serão afixados na porta do edifício do Tribunal do Júri a relação dos jurados convocados, os nomes do acusado e dos procuradores das partes, além do dia, hora e local das sessões de instrução e julgamento.’ (NR)
Seção VIII
Da Função do Jurado‘Art. 436. O serviço do júri é obrigatório. O alistamento compreenderá os cidadãos maiores de 18 (dezoito) anos de notória idoneidade.
§ 1o Nenhum cidadão poderá ser excluído dos trabalhos do júri ou deixar de ser alistado em razão de cor ou etnia, raça, credo, sexo, profissão, classe social ou econômica, origem ou grau de instrução.
§ 2o A recusa injustificada ao serviço do júri acarretará multa no valor de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos, a critério do juiz, de acordo com a condição econômica do jurado.’ (NR)
‘Art. 437. Estão isentos do serviço do júri:
I – o Presidente da República e os Ministros de Estado;
II – os Governadores e seus respectivos Secretários;
III – os membros do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras Distrital e Municipais;
IV – os Prefeitos Municipais;
V – os Magistrados e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública;
VI – os servidores do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública;
VII – as autoridades e os servidores da polícia e da segurança pública;
VIII – os militares em serviço ativo;
IX – os cidadãos maiores de 70 (setenta) anos que requeiram sua dispensa;
X – aqueles que o requererem, demonstrando justo impedimento.’ (NR)
‘Art. 438. A recusa ao serviço do júri fundada em convicção religiosa, filosófica ou política importará no dever de prestar serviço alternativo, sob pena de suspensão dos direitos políticos, enquanto não prestar o serviço imposto.
§ 1o Entende-se por serviço alternativo o exercício de atividades de caráter administrativo, assistencial, filantrópico ou mesmo produtivo, no Poder Judiciário, na Defensoria Pública, no Ministério Público ou em entidade conveniada para esses fins.
§ 2o O juiz fixará o serviço alternativo atendendo aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade.’ (NR)
‘Art. 439. O exercício efetivo da função de jurado constituirá serviço público relevante, estabelecerá presunção de idoneidade moral e assegurará prisão especial, em caso de crime comum, até o julgamento definitivo.’ (NR)
‘Art. 440. Constitui também direito do jurado, na condição do art. 439 deste Código, preferência, em igualdade de condições, nas licitações públicas e no provimento, mediante concurso, de cargo ou função pública, bem como nos casos de promoção funcional ou remoção voluntária.’ (NR)
‘Art. 441. Nenhum desconto será feito nos vencimentos ou salário do jurado sorteado que comparecer à sessão do júri.’ (NR)
‘Art. 442. Ao jurado que, sem causa legítima, deixar de comparecer no dia marcado para a sessão ou retirar-se antes de ser dispensado pelo presidente será aplicada multa de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos, a critério do juiz, de acordo com a sua condição econômica.’ (NR)
‘Art. 443. Somente será aceita escusa fundada em motivo relevante devidamente comprovado e apresentada, ressalvadas as hipóteses de força maior, até o momento da chamada dos jurados.’ (NR)
‘Art. 444. O jurado somente será dispensado por decisão motivada do juiz presidente, consignada na ata dos trabalhos.’ (NR)
‘Art. 445. O jurado, no exercício da função ou a pretexto de exercê-la, será responsável criminalmente nos mesmos termos em que o são os juízes togados.’ (NR)
‘Art. 446. Aos suplentes, quando convocados, serão aplicáveis os dispositivos referentes às dispensas, faltas e escusas e à equiparação de responsabilidade penal prevista no art. 445 deste Código.’ (NR)
Seção IX
Da Composição do Tribunal do Júri e da Formação do Conselho de Sentença‘Art. 447. O Tribunal do Júri é composto por 1 (um) juiz togado, seu presidente e por 25 (vinte e cinco) jurados que serão sorteados dentre os alistados, 7 (sete) dos quais constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento.’ (NR)
‘Art. 448. São impedidos de servir no mesmo Conselho:
I – marido e mulher;
II – ascendente e descendente;
III – sogro e genro ou nora;
IV – irmãos e cunhados, durante o cunhadio;
V – tio e sobrinho;
VI – padrasto, madrasta ou enteado.
§ 1o O mesmo impedimento ocorrerá em relação às pessoas que mantenham união estável reconhecida como entidade familiar.
§ 2o Aplicar-se-á aos jurados o disposto sobre os impedimentos, a suspeição e as incompatibilidades dos juízes togados.’ (NR)
‘Art. 449. Não poderá servir o jurado que:
I – tiver funcionado em julgamento anterior do mesmo processo, independentemente da causa determinante do julgamento posterior;
II – no caso do concurso de pessoas, houver integrado o Conselho de Sentença que julgou o outro acusado;
III – tiver manifestado prévia disposição para condenar ou absolver o acusado.’ (NR)
‘Art. 450. Dos impedidos entre si por parentesco ou relação de convivência, servirá o que houver sido sorteado em primeiro lugar.’ (NR)
‘Art. 451. Os jurados excluídos por impedimento, suspeição ou incompatibilidade serão considerados para a constituição do número legal exigível para a realização da sessão.’ (NR)
‘Art. 452. O mesmo Conselho de Sentença poderá conhecer de mais de um processo, no mesmo dia, se as partes o aceitarem, hipótese em que seus integrantes deverão prestar novo compromisso.’ (NR)
Seção X
Da reunião e das sessões do Tribunal do Júri‘Art. 453. O Tribunal do Júri reunir-se-á para as sessões de instrução e julgamento nos períodos e na forma estabelecida pela lei local de organização judiciária.’ (NR)
‘Art. 454. Até o momento de abertura dos trabalhos da sessão, o juiz presidente decidirá os casos de isenção e dispensa de jurados e o pedido de adiamento de julgamento, mandando consignar em ata as deliberações.’ (NR)
‘Art. 455. Se o Ministério Público não comparecer, o juiz presidente adiará o julgamento para o primeiro dia desimpedido da mesma reunião, cientificadas as partes e as testemunhas.
Parágrafo único. Se a ausência não for justificada, o fato será imediatamente comunicado ao Procurador-Geral de Justiça com a data designada para a nova sessão.’ (NR)
‘Art. 456. Se a falta, sem escusa legítima, for do advogado do acusado, e se outro não for por este constituído, o fato será imediatamente comunicado ao presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, com a data designada para a nova sessão.
§ 1o Não havendo escusa legítima, o julgamento será adiado somente uma vez, devendo o acusado ser julgado quando chamado novamente.
§ 2o Na hipótese do § 1o deste artigo, o juiz intimará a Defensoria Pública para o novo julgamento, que será adiado para o primeiro dia desimpedido, observado o prazo mínimo de 10 (dez) dias.’ (NR)
‘Art. 457. O julgamento não será adiado pelo não comparecimento do acusado solto, do assistente ou do advogado do querelante, que tiver sido regularmente intimado.
§ 1o Os pedidos de adiamento e as justificações de não comparecimento deverão ser, salvo comprovado motivo de força maior, previamente submetidos à apreciação do juiz presidente do Tribunal do Júri.
§ 2o Se o acusado preso não for conduzido, o julgamento será adiado para o primeiro dia desimpedido da mesma reunião, salvo se houver pedido de dispensa de comparecimento subscrito por ele e seu defensor.’ (NR)
‘Art. 458. Se a testemunha, sem justa causa, deixar de comparecer, o juiz presidente, sem prejuízo da ação penal pela desobediência, aplicar-lhe-á a multa prevista no § 2o do art. 436 deste Código.’ (NR)
‘Art. 459. Aplicar-se-á às testemunhas a serviço do Tribunal do Júri o disposto no art. 441 deste Código.’ (NR)
‘Art. 460. Antes de constituído o Conselho de Sentença, as testemunhas serão recolhidas a lugar onde umas não possam ouvir os depoimentos das outras.’ (NR)
‘Art. 461. O julgamento não será adiado se a testemunha deixar de comparecer, salvo se uma das partes tiver requerido a sua intimação por mandado, na oportunidade de que trata o art. 422 deste Código, declarando não prescindir do depoimento e indicando a sua localização.
§ 1o Se, intimada, a testemunha não comparecer, o juiz presidente suspenderá os trabalhos e mandará conduzi-la ou adiará o julgamento para o primeiro dia desimpedido, ordenando a sua condução.
§ 2o O julgamento será realizado mesmo na hipótese de a testemunha não ser encontrada no local indicado, se assim for certificado por oficial de justiça.’ (NR)
‘Art. 462. Realizadas as diligências referidas nos arts. 454 a 461 deste Código, o juiz presidente verificará se a urna contém as cédulas dos 25 (vinte e cinco) jurados sorteados, mandando que o escrivão proceda à chamada deles.’ (NR)
‘Art. 463. Comparecendo, pelo menos, 15 (quinze) jurados, o juiz presidente declarará instalados os trabalhos, anunciando o processo que será submetido a julgamento.
§ 1o O oficial de justiça fará o pregão, certificando a diligência nos autos.
§ 2o Os jurados excluídos por impedimento ou suspeição serão computados para a constituição do número legal.’ (NR)
‘Art. 464. Não havendo o número referido no art. 463 deste Código, proceder-se-á ao sorteio de tantos suplentes quantos necessários, e designar-se-á nova data para a sessão do júri.’ (NR)
‘Art. 465. Os nomes dos suplentes serão consignados em ata, remetendo-se o expediente de convocação, com observância do disposto nos arts. 434 e 435 deste Código.’ (NR)
‘Art. 466. Antes do sorteio dos membros do Conselho de Sentença, o juiz presidente esclarecerá sobre os impedimentos, a suspeição e as incompatibilidades constantes dos arts. 448 e 449 deste Código.
§ 1o O juiz presidente também advertirá os jurados de que, uma vez sorteados, não poderão comunicar-se entre si e com outrem, nem manifestar sua opinião sobre o processo, sob pena de exclusão do Conselho e multa, na forma do § 2o do art. 436 deste Código.
§ 2o A incomunicabilidade será certificada nos autos pelo oficial de justiça.’ (NR)
‘Art. 467. Verificando que se encontram na urna as cédulas relativas aos jurados presentes, o juiz presidente sorteará 7 (sete) dentre eles para a formação do Conselho de Sentença.’ (NR)
‘Art. 468. À medida que as cédulas forem sendo retiradas da urna, o juiz presidente as lerá, e a defesa e, depois dela, o Ministério Público poderão recusar os jurados sorteados, até 3 (três) cada parte, sem motivar a recusa.
Parágrafo único. O jurado recusado imotivadamente por qualquer das partes será excluído daquela sessão de instrução e julgamento, prosseguindo-se o sorteio para a composição do Conselho de Sentença com os jurados remanescentes.’ (NR)
‘Art. 469. Se forem 2 (dois) ou mais os acusados, as recusas poderão ser feitas por um só defensor.
§ 1o A separação dos julgamentos somente ocorrerá se, em razão das recusas, não for obtido o número mínimo de 7 (sete) jurados para compor o Conselho de Sentença.
§ 2o Determinada a separação dos julgamentos, será julgado em primeiro lugar o acusado a quem foi atribuída a autoria do fato ou, em caso de co-autoria, aplicar-se-á o critério de preferência disposto no art. 429 deste Código.’ (NR)
‘Art. 470. Desacolhida a argüição de impedimento, de suspeição ou de incompatibilidade contra o juiz presidente do Tribunal do Júri, órgão do Ministério Público, jurado ou qualquer funcionário, o julgamento não será suspenso, devendo, entretanto, constar da ata o seu fundamento e a decisão.’ (NR)
‘Art. 471. Se, em conseqüência do impedimento, suspeição, incompatibilidade, dispensa ou recusa, não houver número para a formação do Conselho, o julgamento será adiado para o primeiro dia desimpedido, após sorteados os suplentes, com observância do disposto no art. 464 deste Código.’ (NR)
‘Art. 472. Formado o Conselho de Sentença, o presidente, levantando-se, e, com ele, todos os presentes, fará aos jurados a seguinte exortação:
Em nome da lei, concito-vos a examinar esta causa com imparcialidade e a proferir a vossa decisão de acordo com a vossa consciência e os ditames da justiça.
Os jurados, nominalmente chamados pelo presidente, responderão:
Assim o prometo.
Parágrafo único. O jurado, em seguida, receberá cópias da pronúncia ou, se for o caso, das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação e do relatório do processo.’ (NR)
Seção XI
Da Instrução em Plenário‘Art. 473. Prestado o compromisso pelos jurados, será iniciada a instrução plenária quando o juiz presidente, o Ministério Público, o assistente, o querelante e o defensor do acusado tomarão, sucessiva e diretamente, as declarações do ofendido, se possível, e inquirirão as testemunhas arroladas pela acusação.
§ 1o Para a inquirição das testemunhas arroladas pela defesa, o defensor do acusado formulará as perguntas antes do Ministério Público e do assistente, mantidos no mais a ordem e os critérios estabelecidos neste artigo.
§ 2o Os jurados poderão formular perguntas ao ofendido e às testemunhas, por intermédio do juiz presidente.
§ 3o As partes e os jurados poderão requerer acareações, reconhecimento de pessoas e coisas e esclarecimento dos peritos, bem como a leitura de peças que se refiram, exclusivamente, às provas colhidas por carta precatória e às provas cautelares, antecipadas ou não repetíveis.’ (NR)
‘Art. 474. A seguir será o acusado interrogado, se estiver presente, na forma estabelecida no Capítulo III do Título VII do Livro I deste Código, com as alterações introduzidas nesta Seção.
§ 1o O Ministério Público, o assistente, o querelante e o defensor, nessa ordem, poderão formular, diretamente, perguntas ao acusado.
§ 2o Os jurados formularão perguntas por intermédio do juiz presidente.
§ 3o Não se permitirá o uso de algemas no acusado durante o período em que permanecer no plenário do júri, salvo se absolutamente necessário à ordem dos trabalhos, à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes.’ (NR)
‘Art. 475. O registro dos depoimentos e do interrogatório será feito pelos meios ou recursos de gravação magnética, eletrônica, estenotipia ou técnica similar, destinada a obter maior fidelidade e celeridade na colheita da prova.
Parágrafo único. A transcrição do registro, após feita a degravação, constará dos autos.’ (NR)
Seção XII
Dos Debates‘Art. 476. Encerrada a instrução, será concedida a palavra ao Ministério Público, que fará a acusação, nos limites da pronúncia ou das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação, sustentando, se for o caso, a existência de circunstância agravante.
§ 1o O assistente falará depois do Ministério Público.
§ 2o Tratando-se de ação penal de iniciativa privada, falará em primeiro lugar o querelante e, em seguida, o Ministério Público, salvo se este houver retomado a titularidade da ação, na forma do art. 29 deste Código.
§ 3o Finda a acusação, terá a palavra a defesa.
§ 4o A acusação poderá replicar e a defesa treplicar, sendo admitida a reinquirição de testemunha já ouvida em plenário.’ (NR)
‘Art. 477. O tempo destinado à acusação e à defesa será de uma hora e meia para cada, e de uma hora para a réplica e outro tanto para a tréplica.
§ 1o Havendo mais de um acusador ou mais de um defensor, combinarão entre si a distribuição do tempo, que, na falta de acordo, será dividido pelo juiz presidente, de forma a não exceder o determinado neste artigo.
§ 2o Havendo mais de 1 (um) acusado, o tempo para a acusação e a defesa será acrescido de 1 (uma) hora e elevado ao dobro o da réplica e da tréplica, observado o disposto no § 1o deste artigo.’ (NR)
‘Art. 478. Durante os debates as partes não poderão, sob pena de nulidade, fazer referências:
I – à decisão de pronúncia, às decisões posteriores que julgaram admissível a acusação ou à determinação do uso de algemas como argumento de autoridade que beneficiem ou prejudiquem o acusado;
II – ao silêncio do acusado ou à ausência de interrogatório por falta de requerimento, em seu prejuízo.’ (NR)
‘Art. 479. Durante o julgamento não será permitida a leitura de documento ou a exibição de objeto que não tiver sido juntado aos autos com a antecedência mínima de 3 (três) dias úteis, dando-se ciência à outra parte.
Parágrafo único. Compreende-se na proibição deste artigo a leitura de jornais ou qualquer outro escrito, bem como a exibição de vídeos, gravações, fotografias, laudos, quadros, croqui ou qualquer outro meio assemelhado, cujo conteúdo versar sobre a matéria de fato submetida à apreciação e julgamento dos jurados.’ (NR)
‘Art. 480. A acusação, a defesa e os jurados poderão, a qualquer momento e por intermédio do juiz presidente, pedir ao orador que indique a folha dos autos onde se encontra a peça por ele lida ou citada, facultando-se, ainda, aos jurados solicitar-lhe, pelo mesmo meio, o esclarecimento de fato por ele alegado.
§ 1o Concluídos os debates, o presidente indagará dos jurados se estão habilitados a julgar ou se necessitam de outros esclarecimentos.
§ 2o Se houver dúvida sobre questão de fato, o presidente prestará esclarecimentos à vista dos autos.
§ 3o Os jurados, nesta fase do procedimento, terão acesso aos autos e aos instrumentos do crime se solicitarem ao juiz presidente.’ (NR)
‘Art. 481. Se a verificação de qualquer fato, reconhecida como essencial para o julgamento da causa, não puder ser realizada imediatamente, o juiz presidente dissolverá o Conselho, ordenando a realização das diligências entendidas necessárias.
Parágrafo único. Se a diligência consistir na produção de prova pericial, o juiz presidente, desde logo, nomeará perito e formulará quesitos, facultando às partes também formulá-los e indicar assistentes técnicos, no prazo de 5 (cinco) dias.’ (NR)
Seção XIII
Do Questionário e sua Votação‘Art. 482. O Conselho de Sentença será questionado sobre matéria de fato e se o acusado deve ser absolvido.
Parágrafo único. Os quesitos serão redigidos em proposições afirmativas, simples e distintas, de modo que cada um deles possa ser respondido com suficiente clareza e necessária precisão. Na sua elaboração, o presidente levará em conta os termos da pronúncia ou das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação, do interrogatório e das alegações das partes.’ (NR)
‘Art. 483. Os quesitos serão formulados na seguinte ordem, indagando sobre:
I – a materialidade do fato;
II – a autoria ou participação;
III – se o acusado deve ser absolvido;
IV – se existe causa de diminuição de pena alegada pela defesa;
V – se existe circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena reconhecidas na pronúncia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação.
§ 1o A resposta negativa, de mais de 3 (três) jurados, a qualquer dos quesitos referidos nos incisos I e II do caput deste artigo encerra a votação e implica a absolvição do acusado.
§ 2o Respondidos afirmativamente por mais de 3 (três) jurados os quesitos relativos aos incisos I e II do caput deste artigo será formulado quesito com a seguinte redação:
O jurado absolve o acusado?
§ 3o Decidindo os jurados pela condenação, o julgamento prossegue, devendo ser formulados quesitos sobre:
I – causa de diminuição de pena alegada pela defesa;
II – circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena, reconhecidas na pronúncia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação.
§ 4o Sustentada a desclassificação da infração para outra de competência do juiz singular, será formulado quesito a respeito, para ser respondido após o 2o (segundo) ou 3o (terceiro) quesito, conforme o caso.
§ 5o Sustentada a tese de ocorrência do crime na sua forma tentada ou havendo divergência sobre a tipificação do delito, sendo este da competência do Tribunal do Júri, o juiz formulará quesito acerca destas questões, para ser respondido após o segundo quesito.
§ 6o Havendo mais de um crime ou mais de um acusado, os quesitos serão formulados em séries distintas.’ (NR)
‘Art. 484. A seguir, o presidente lerá os quesitos e indagará das partes se têm requerimento ou reclamação a fazer, devendo qualquer deles, bem como a decisão, constar da ata.
Parágrafo único. Ainda em plenário, o juiz presidente explicará aos jurados o significado de cada quesito.’ (NR)
‘Art. 485. Não havendo dúvida a ser esclarecida, o juiz presidente, os jurados, o Ministério Público, o assistente, o querelante, o defensor do acusado, o escrivão e o oficial de justiça dirigir-se-ão à sala especial a fim de ser procedida a votação.
§ 1o Na falta de sala especial, o juiz presidente determinará que o público se retire, permanecendo somente as pessoas mencionadas no caput deste artigo.
§ 2o O juiz presidente advertirá as partes de que não será permitida qualquer intervenção que possa perturbar a livre manifestação do Conselho e fará retirar da sala quem se portar inconvenientemente.’ (NR)
‘Art. 486. Antes de proceder-se à votação de cada quesito, o juiz presidente mandará distribuir aos jurados pequenas cédulas, feitas de papel opaco e facilmente dobráveis, contendo 7 (sete) delas a palavra sim, 7 (sete) a palavra não.’ (NR)
‘Art. 487. Para assegurar o sigilo do voto, o oficial de justiça recolherá em urnas separadas as cédulas correspondentes aos votos e as não utilizadas.’ (NR)
‘Art. 488. Após a resposta, verificados os votos e as cédulas não utilizadas, o presidente determinará que o escrivão registre no termo a votação de cada quesito, bem como o resultado do julgamento.
Parágrafo único. Do termo também constará a conferência das cédulas não utilizadas.’ (NR)
‘Art. 489. As decisões do Tribunal do Júri serão tomadas por maioria de votos.’ (NR)
‘Art. 490. Se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em contradição com outra ou outras já dadas, o presidente, explicando aos jurados em que consiste a contradição, submeterá novamente à votação os quesitos a que se referirem tais respostas.
Parágrafo único. Se, pela resposta dada a um dos quesitos, o presidente verificar que ficam prejudicados os seguintes, assim o declarará, dando por finda a votação.’ (NR)
‘Art. 491. Encerrada a votação, será o termo a que se refere o art. 488 deste Código assinado pelo presidente, pelos jurados e pelas partes.’ (NR)
Seção XIV
Da sentença‘Art. 492. Em seguida, o presidente proferirá sentença que:
I – no caso de condenação:
a) fixará a pena-base;
b) considerará as circunstâncias agravantes ou atenuantes alegadas nos debates;
c) imporá os aumentos ou diminuições da pena, em atenção às causas admitidas pelo júri;
d) observará as demais disposições do art. 387 deste Código;
e) mandará o acusado recolher-se ou recomendá-lo-á à prisão em que se encontra, se presentes os requisitos da prisão preventiva;
f) estabelecerá os efeitos genéricos e específicos da condenação;
II – no caso de absolvição:
a) mandará colocar em liberdade o acusado se por outro motivo não estiver preso;
b) revogará as medidas restritivas provisoriamente decretadas;
c) imporá, se for o caso, a medida de segurança cabível.
§ 1o Se houver desclassificação da infração para outra, de competência do juiz singular, ao presidente do Tribunal do Júri caberá proferir sentença em seguida, aplicando-se, quando o delito resultante da nova tipificação for considerado pela lei como infração penal de menor potencial ofensivo, o disposto nos arts. 69 e seguintes da Lei . 9.099, de 26 de setembro de 1995.
§ 2o Em caso de desclassificação, o crime conexo que não seja doloso contra a vida será julgado pelo juiz presidente do Tribunal do Júri, aplicando-se, no que couber, o disposto no § 1o deste artigo.’ (NR)
‘Art. 493. A sentença será lida em plenário pelo presidente antes de encerrada a sessão de instrução e julgamento.’ (NR)
Seção XV
Da Ata dos Trabalhos‘Art. 494. De cada sessão de julgamento o escrivão lavrará ata, assinada pelo presidente e pelas partes.’ (NR)
‘Art. 495. A ata descreverá fielmente todas as ocorrências, mencionando obrigatoriamente:
I – a data e a hora da instalação dos trabalhos;
II – o magistrado que presidiu a sessão e os jurados presentes;
III – os jurados que deixaram de comparecer, com escusa ou sem ela, e as sanções aplicadas;
IV – o ofício ou requerimento de isenção ou dispensa;
V – o sorteio dos jurados suplentes;
VI – o adiamento da sessão, se houver ocorrido, com a indicação do motivo;
VII – a abertura da sessão e a presença do Ministério Público, do querelante e do assistente, se houver, e a do defensor do acusado;
VIII – o pregão e a sanção imposta, no caso de não comparecimento;
IX – as testemunhas dispensadas de depor;
X – o recolhimento das testemunhas a lugar de onde umas não pudessem ouvir o depoimento das outras;
XI – a verificação das cédulas pelo juiz presidente;
XII – a formação do Conselho de Sentença, com o registro dos nomes dos jurados sorteados e recusas;
XIII – o compromisso e o interrogatório, com simples referência ao termo;
XIV – os debates e as alegações das partes com os respectivos fundamentos;
XV – os incidentes;
XVI – o julgamento da causa;
XVII – a publicidade dos atos da instrução plenária, das diligências e da sentença.’ (NR)
‘Art. 496. A falta da ata sujeitará o responsável a sanções administrativa e penal.’ (NR)
Seção XVI
Das Atribuições do Presidente do Tribunal do Júri‘Art. 497. São atribuições do juiz presidente do Tribunal do Júri, além de outras expressamente referidas neste Código:
I – regular a polícia das sessões e prender os desobedientes;
II – requisitar o auxílio da força pública, que ficará sob sua exclusiva autoridade;
III – dirigir os debates, intervindo em caso de abuso, excesso de linguagem ou mediante requerimento de uma das partes;
IV – resolver as questões incidentes que não dependam de pronunciamento do júri;
V – nomear defensor ao acusado, quando considerá-lo indefeso, podendo, neste caso, dissolver o Conselho e designar novo dia para o julgamento, com a nomeação ou a constituição de novo defensor;
VI – mandar retirar da sala o acusado que dificultar a realização do julgamento, o qual prosseguirá sem a sua presença;
VII – suspender a sessão pelo tempo indispensável à realização das diligências requeridas ou entendidas necessárias, mantida a incomunicabilidade dos jurados;
VIII – interromper a sessão por tempo razoável, para proferir sentença e para repouso ou refeição dos jurados;
IX – decidir, de ofício, ouvidos o Ministério Público e a defesa, ou a requerimento de qualquer destes, a argüição de extinção de punibilidade;
X – resolver as questões de direito suscitadas no curso do julgamento;
XI – determinar, de ofício ou a requerimento das partes ou de qualquer jurado, as diligências destinadas a sanar nulidade ou a suprir falta que prejudique o esclarecimento da verdade;
XII – regulamentar, durante os debates, a intervenção de uma das partes, quando a outra estiver com a palavra, podendo conceder até 3 (três) minutos para cada aparte requerido, que serão acrescidos ao tempo desta última.’ (NR)”
Art. 2o O art. 581 do Decreto-Lei 3.689, de 3 de outubro de 1941 – Código de Processo Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 581 ....................................................................
........................................................................................................
IV – que pronunciar o réu;
.............................................................................................
VI – (revogado);
...................................................................................” (NR)
Art. 3o Esta Lei entra em vigor 60 (sessenta) dias após a data de sua publicação.
Art. 4o Ficam revogados o inciso VI do caput do art. 581 e o Capítulo IV do Título II do Livro III, ambos do Decreto-Lei 3.689, de 3 de outubro de 1941 – Código de Processo Penal.
Brasília, 9 de junho de 2008; 187o da Independência e 120o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro
Este texto não substitui o publicado no DOU de 10.6.2008
Comentários
# 2
10/08/2008
euzebio felizardo
escreveu:
direito intertemporal
O art. 2º do CPP é claro quando fala da aplicação imediata da lei processual. Li uma reportagem do Doutor MAURICIO ZANOIDE, Prof. da USP que a lei deve obedecer o direito intertemporal e que a lei processual 11689/2008 só será aplicada a partir dos crimes após a entrada em vigor.Dessa forma não estaria violando o art. do CPP?
sou acadêmico do curso de direito da Universidade de fortaleza
# 3
11/08/2008
rose
escreveu:
:-D
# 4
13/08/2008
moi.do@uol.com.br
escreveu:
Somente com a criaçao dos juizados de instrução será possível melhorar a justiça penal. Grandes juristas de nosso país defendem a criação do Juizado de Instrução, mas nossas autoridades legislativas parecem não entenderem a importância e a necessidade de tal medida. Moisés do Socorro de Oliveira advogado OABMG 33030
# 5
13/08/2008
efraimshalon@click21.com.br
escreveu:
sobre
é necesário muita ponderação , principalmente do juiz, uma vez que no artigo 411 par. segundo, as provas testemunhais serão produzidas em uma só audiência, talvez srgirá vários impasses, pois vejamos, se um acusado arrola , como testemunha de defesa, uma pessoa que , depois de arrolada foi morar em outro estado estado da federação,não poderá ser realizado a audiêcia , pois o juiz não deve criar inversão de provas para não haver prejuízo tanto para a acusação como para a defesa..penso que deverá se criar alguns critérios emergentes e muito prudentes para não se cometer equívocos no momento da produção de provas..
# 6
15/08/2008
Bernadete
escreveu:
libelo
Acredito que o oferecimento do libelo e contrariedade criava oportunidade mais ampla para as partes participarem e fiscalizarem o andamento processual.
Em que se baseou o legislador ao eliminar tal procedimento?
# 7
02/09/2008
Carlos Henrique Borges de Souza
escreveu:
Lei 11689/08
Verifiquei na integra a referida lei, e achei uma boa opção para os Advogados, inclusive, no tocante aos quesitos na motivação da conciência dos jurados, todavia,ainda ao meu ver a idade para ser jurado deveria ter permanecido a mesma, ou seja de 21 anos.
# 8
11/09/2008
luiz carlos martins joaquim
escreveu:
recusas de jurados
Entendo que os artigos 468 e 469 dão dupla interpretação, pois se cada parte pode recusar 3 jurados a teor do que dispõe o artigo 468, o artigo 469 enfatiza que se houver mais de um réu, cada um poderá recusar 3 jurados,mormente se forem defendidos por um só defensor, pois certamente haverá mais de duas partes.
# 9
13/09/2008
João Ferreira Filho
escreveu:
como diminuir em 90% o acesso à justiça, ou seja, como desafogar à justiça
Uma idéia simples prática e objetiva: criam-se uma lei tornando seguro obrigatório, ou seja, para "tudo" (tudo significa todas as relações humanas previstas em nossas leis) seria obrigatório seguro. Assim quase todas as questões ou divergências já estariam amparadas pelo seguro. Assim, ninguém iria discurtir nada na justiça. Já imaginaram que alivio para o judiciário! Espero que o Congresso Nacional aproveitem e melhorem esta idéia. Obrigado
# 10
13/09/2008
João Ferreira Filho
escreveu:
como diminuir em 90% o acesso à justiça, ou seja, como desafogar à justiça
Uma idéia simples prática e objetiva: criam-se uma lei tornando seguro obrigatório, ou seja, para "tudo" (tudo significa todas as relações humanas previstas em nossas leis) seria obrigatório seguro. Assim quase todas as questões ou divergências já estariam amparadas pelo seguro. Assim, ninguém iria discurtir nada na justiça. Já imaginaram que alivio para o judiciário! Espero que o Congresso Nacional aproveitem e melhorem esta idéia. Obrigado
# 11
30/07/2008
Débora
escreveu:
Mudanças CPP
Algumas alterações signficativas
# 12
10/08/2008
euzebio felizardo
escreveu:
direito intertemporal
O art. 2º do CPP é claro quando fala da aplicação imediata da lei processual. Li uma reportagem do Doutor MAURICIO ZANOIDE, Prof. da USP que a lei deve obedecer o direito intertemporal e que a lei processual 11689/2008 só será aplicada a partir dos crimes após a entrada em vigor.Dessa forma não estaria violando o art. do CPP?
sou acadêmico do curso de direito da Universidade de fortaleza
# 13
11/08/2008
rose
escreveu:
:-D
# 14
13/08/2008
moi.do@uol.com.br
escreveu:
Somente com a criaçao dos juizados de instrução será possível melhorar a justiça penal. Grandes juristas de nosso país defendem a criação do Juizado de Instrução, mas nossas autoridades legislativas parecem não entenderem a importância e a necessidade de tal medida. Moisés do Socorro de Oliveira advogado OABMG 33030
# 15
13/08/2008
efraimshalon@click21.com.br
escreveu:
sobre
é necesário muita ponderação , principalmente do juiz, uma vez que no artigo 411 par. segundo, as provas testemunhais serão produzidas em uma só audiência, talvez srgirá vários impasses, pois vejamos, se um acusado arrola , como testemunha de defesa, uma pessoa que , depois de arrolada foi morar em outro estado estado da federação,não poderá ser realizado a audiêcia , pois o juiz não deve criar inversão de provas para não haver prejuízo tanto para a acusação como para a defesa..penso que deverá se criar alguns critérios emergentes e muito prudentes para não se cometer equívocos no momento da produção de provas..
# 16
14/10/2008
Agenário Velames de Almeida
escreveu:
jurados
sou policial militar e tenho penado para ser promovido ao próximo posto. sou também acadêmico do curso de direito e fui "sorteado" para ser jurado em 2009. de acordo com a nova redação (art. 440 cpp) o jurado que é servidor público tem preferência sobre os demais no que tange a promoção. como não há vedação ao fato de que eu sou poicial miliar, haja vista que a lei fala em isenção, como diria zagalo, vão ter que me engolir; ah! e me promover na já na 1ª turma em 2009. tô contando os dias...
# 17
30/10/2008
george
escreveu:
p imprimir
# 18
10/11/2008
jaldo saraiva da silva
escreveu:
direito
quero receber todas informações possivel para estudos.
# 19
10/11/2008
Eduardo F. M. Cisneros
escreveu:
A celeridade Processual
O júri deve ser extendido à crimes outros que são graves como tráfico de drogas, estupro, atentado violento ao pudor, outros crimes hediondos.
# 20
15/11/2008
Elcione Duarte
escreveu:
Alterações CPP - JÚRI
CAROS COLEGAS TRIBUNOS, TENHAM CUIDADO COM A PROVA , NESSE NOVO RITO DO JÚRI. PRINCIPALMENTE EM EVENTUAL INQUIRIÇÃO EM PLENÁRIO.
# 21
30/12/2008
Marcelo Gonçalves
escreveu:
norma retroativa?
O fim do novo júri, não alcança os crimes praticados antes de entrar em vigor a Lei 11.689/08.
Alguns doutrinadores "Luiz Flávio Gomes" já vêm esposando este entendimento em suas palestras.
# 22
21/01/2009
Gilsiane Alves
escreveu:
alterações recentes das leis
gostaria de receber alterações recentes das leis editadas.
# 23
04/03/2009
beatriz
escreveu:
Sou funcionária de uma escola publica, fui convocada para o juri, minha diretota não gostou disse que não pedi permissão a ela e que ela vai falar como juiz que fincionaria de escola não pode ser convicada ISSO procede? e quando for convocada a ir e não for sorteada e ter em mãos um atestadi sem hira de liberação sou obrigada a voltar para o trabalho?
# 24
04/03/2009
Ageário Velames de Almeida
escreveu:
resposta para Beatriz
sua diretora não pode "falar com o juiz" para que vc fique de fora do serviço júri, alías, ela até pode falar, mas o juiz não pode acatar o pedido dela pois o serviço do júri é obrigatório; dê uma olhada nos artigos 436 a 446 (NR) da lei 11.689; ademais, por fim, lembre-se que a Constiutição assegura que ninguém é obrigado a fazer oudeixar de fazer, senão em virtude de lei (CF, art. 5º, II).
# 25
16/03/2009
CAROLINE
escreveu:
Gostaria de saber se como a lei 11689/2008 revogou os artigos 607 e 608 do CPP, terá aplicação imediata, por força do artigo 2º do mesmo diploma legal?
# 26
16/03/2009
LEÔNIDAS
escreveu:
PRAZO FORMAÇÃO DA CULPA
Caros colegas. Estando o réu preso, isso desde o trâmite do Inquérito Policial, pergunto: qual o prazo limite para o encerramento da primeira fase do Procedimento do Juri, que se dá com a Pronúncia ou não?
# 27
16/03/2009
Agenário Velames de Almeida
escreveu:
para # 25 - CAROLINE
a resposta é: [b]Art. 3o Esta Lei entra em vigor 60 (sessenta) dias após a data de sua publicação.
# 28
20/03/2009
jicelia gomes
escreveu:
Espelhando-se nesta lei, os juizes devem podera-se em decidir, o direito de defesa fica cerceado, os erros e enganos não serão observados com rigor,pois ela acelera o procedimento. Lembramos do velho ditado popular " A preça é inimiga da perfeição".
# 29
29/04/2009
Valdemir de Sousa Costa
escreveu:
desfecho processoal
Qual o prazo para o desfecho da formação da defesa?
# 30
18/05/2009
DIOGO ANACHE CASAGRANA
escreveu:
Grande equivoco fora cometido - creio que maliciosamente pelo legislador - ao mudar quesito "culpado ou não" para "o jurado absolve o réu?".
Isto induz implicitamente a absolvição do acusado.
Em todas a s legislações penais do mundo a pergunta é CULPADO ou não.
# 31
22/05/2009
agenario velames de almeida
escreveu:
reflita melhor
gente boa, se o réu é culpado ou não, isso não importa. o que importa é se o júri o condena ou não. se fosse para condenar o culpado, então par quê ter tribunal do júri? reflita: "o tribunal do júri julga de acordo com a sua consciência, seja para CONDENAR ou ABSOLVER".
# 32
27/07/2009
Stela
escreveu:
Escusa
Como e onde se apresenta a escusa pelo não comparecimento e quais são os motivos relevantes que dispensam o comparecimento de um jurado?
# 33
30/08/2009
Cristiane
escreveu:
Sou professora de duas escolas públicas e nos últimos 4 meses fui convocada três vezes para me apresentar ao fórum para participar do sorteio dos jurados e isso me trouxe alguns qustionamnetos de como é feito esse sorteio pra escolher os vinte e cinco pessoas das quais serão retiradas sete para compor o júri. Outra coisa que me incomoda é que nós professores precisamos repor as aulas que perdemos em virtude ao atendimento dessas convocações,uma vez que segundo a LDB temos que dar os 200 dias letivos de aula. Mesmo a gente não sendo escolhido para compor o júri, a gente acaba perdendo o dia de trabalho, e depois tem que arranjar outro dia para repor as aulas não ministradas. Acho isso um prejuízo muito grande pra quem é professor, pois os outros profissionais faltam, não há desconto no salário e não precisa repor nada. Gostaria de saber o que pode ser feito em relação a isso. Ao meu ver, professor não deveria ser convocado.
# 34
01/09/2009
MARCELO GONÇALVES
escreveu:
TRIBUNAL DO JÚRI
CRISTIANE EM PRIMEIRO LUGAR, BOA TARDE.
"Acho isso um prejuízo muito grande pra quem é professor, pois os outros profissionais faltam, não há desconto no salário e não precisa repor nada. Gostaria de saber o que pode ser feito em relação a isso. Ao meu ver, professor não deveria ser convocado".
1. O STJ ENTENDE QUE NENHUM DESCONTO SERÁ FEITO NOS VENCIMENTOS DOS JURADOS SORTEADOS QUE COMPARECER ÀS SESSÕES DO JÚRI (ART 430 CPC) ATUAL ART 441. ESSAS PERROGATIVAS ESTENDE-SE IGUALMENTE, AOS SERVIDORES PÚBLICOS ALISTADOS, INCLUSIVE POR FORÇA DO ARTIGO 102, VI, DA LEI 8112/90, QUE CONSIDERA DIAS DE EFETIVO SERVIÇO O AFASTAMENTO EM VIRTUDE DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NO TRIBUNAL DO JÚRI.
2. JÁ NO QUE TANGE, A SUA SAÍDA DO LISTA GERAL DE JURADO, VOCÊ DEVERÁ DENTRO DO POSSÍVEL, ENTRAR EM CONTATO COM O JUIZ PRESIDENTE E VERIFICAR A POSSIBILIDADE DE NETREGAR UM OFÍCIO ENCAMINHADA PELA ESCOLA, RELATANDO O JUSTO IMPEDIMENTO, CONFORME PRESCREVE O ARTIGO 437,INCISO X DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL "PALVRAS DO INLUSTRE GUILHERME DE SOUZA NUCCI - CPP COMENTADO"
FICA COM DEUS
MARCELO GONÇALVES
10º PERÍODO - DIREITO
# 35
17/10/2009
Nilo Sergio Costa
escreveu:
Bom dia, hoje são 17/10/2009, sou acadêmico de Direito, Faculdade ISEPE, Guaratuba Paraná.
Acredito que esta nova lei 11689/09 CPP, vem de encontro a DEMOCRACIA, penso que poderia sim aumentar o numero de jurado, mais não deixar a decisão final depois de horas exautantes no caso de empate no tribunal do juri, a decisão ficar com o ilustres juiz.
Penso ainda que não seria nada de bom. Imaginando que voltaria as imposições.
# 36
19/10/2009
MARCELO GONÇALVES
escreveu:
TRIBUNAL DO JÚRI
CARO AMIGO, VENHO ATRAVÉS DESTA, TRANSMITIR-LHE ALGUNS COMENTÁRIOS:
1. NO QUE DIZ RESPEITO AO TAL EMPATE MENCIONADO POR TI, NÃO OCORRERÁ POIS O CONSELHO DE SENTENÇA, SÃO COMPOSTA POR 7 JURADOS.
2. QUANDO NA LEITURA DOS VOTOS, CASO ATINJA 4 VOTOS, NÃO SERÁ MAIS LIDOS OS VOTOS "SIM OU NÃO"
# 37
20/10/2009
Nilo Sergio Costa
escreveu:
a lei
a minha maior preocupação é com a democracia, se isso acabar no Brasil sera o fim.quanto as leitura dos votos, normal. pois isso ja passou por tantas Constituições e agora depois de 88 clausulas Pétrias.
# 38
20/03/2010
Publio Lentulus Leão de Bragança e Sá
escreveu:
fim do tribunal do juri
Na forma em q se apresenta sou favoravel ao fim do tribunal do Juri - vez q não se faz justiça, mais sim injustiças - é tudo um grande teatro - recheado de mentiras e dramatizações sensacionalistas.ou seja um jogo de interesses - por parte da acusação bem como por parte da defesa.acredito q q o acusado é confesso, deve-se aplicar a pena e fim de papo. quando não se tem provas suficientes, apura-se e da mesma forma aplica-se a pena.sou favoravel à pena de morte para crimes considerados hediondos e barbaros.sem recurso para o réu.cadeia para os bebados ao volante e cassaçao da cnh para sempre. traficantes - pena de morte.pedofilia - pena de morte - crimes contra crianças pena de morte ex caso nardoni.politicos corruptos, cassação para sempre dos direitos politicos, e devovelver o q roubou, e ainda cadeia neles.parlamentarismo já.
# 39
20/03/2010
jonas neto
escreveu:
comentario do publio
Sou totalmente favoravel ás ideias do colega publio - pena de morte é a solução para os crimes considerados hediondos.palamenatrismo idem.minha opinião é q as pessoas precisam trabalhar no sentido de elevar a parte noral da humanidade, estamos enfrentando um problema de ordem moral no mundo. as pessoas a maioria só se preocupam com a parte material do ser e esquecem a parte espiritual do individuo. não somos apenas materia mas sim tbm espirito. recomendo a quem tiver curiosidade e boa vontade conhecer melhor o espiritismo d e Allan Kardec, ali sim encontrarão respostas para nossa mazelas diarias, e o destino do homem, e o caminho a seguir, travamos uma intensa briga com os galhos, mas o problema esta na raiz da arvore. fiquem com Deus.
# 40
20/03/2010
ricardo rosa
escreveu:
lei nova
Só EXISTE UMA LEI Q NÃO DEIXA BRECHAS. É A LEI DA "CAUSA E EFEITO". REALMENTE O ESPIRITISMO É O CAMINHO BEM LEMBRADO. ABRAÇOS A TODOS.ROSA...
# 41
29/03/2010
acimael nogueira cunha
escreveu:
Concordo em tudo com o s colegas, pubio e jonas neto, a única linguagem que esses bandidos entendem é a pena de morte. Pena de morte significa menos bandido par fazer mal a gente. Fruta podre se não retirada pode apodrcer o resto, e ninguém tenta aproveitá-las joa no lixo. Outro absudo são os menors, semente do mal, que matam pais de família e não são punidos, é prciso acabar com essa hipocrisia de menores,praticou o crime é bandido. Porque não se copia o primeiro mundo, lá menor é ao rigor da lei, e mostra a cara e pode ir par prisão perpétuaou pena de morte, éu prefiro a pena de morte, com ressarcimento a família da vítima.
# 42
22/07/2010
Valeria Correa Pinto
escreveu:
sónomeu...
Dependendo da premissa o que atém o elo linfático se é que possamos nos refirir assim. No tocante ao art 479, leva-se a D. Maria do Diário Oficial. E o príncipe pronto!


42
Sem Nota
# 1
30/07/2008
Débora
escreveu:
Mudanças CPP
Algumas alterações signficativas